O agronegócio brasileiro, um dos pilares econômicos do país, está sob crescente pressão para assumir e comprovar práticas sustentáveis em suas cadeias produtivas. Compradores internacionais, instituições financeiras, órgãos reguladores e certificadoras já não se contentam com boas intenções: exigem dados, rastreabilidade e evidências concretas de que a produção respeita critérios ambientais, sociais e de governança. Tudo isso é avaliado por meio de indicadores ESG no agro.
Entender a terminologia técnica nessa nova realidade mercadológica deixou de ser uma premissa exclusiva do profissional da área de ESG e passou a ser um pré-requisito para quem deseja dominar a atividade empresarial nos dias atuais. Saber como implementar ESG nos processos operacionais do agro de forma estruturada exige, antes de tudo, dominar os conceitos que orientam auditorias, certificações e relatórios de sustentabilidade
Este artigo apresenta um glossário que reúne os termos mais relevantes para produtores, gestores rurais e empresas do setor que buscam se adequar às novas exigências do mercado global e também uma breve seção de perguntas frequentes sobre ESG.
Por que os indicadores ESG importam para o agro
Antes de apresentar as definições de alguns dos termos mais relevantes, é importante entender a importância do ESG na cadeia do agronegócio. A atividade agropecuária ocupa uma posição peculiar dentro da agenda ESG: ao mesmo tempo em que é frequentemente apontado como fonte de impactos ambientais (desmatamento, uso intensivo de recursos hídricos, emissões de gases de efeito estufa), também é um dos setores com maior potencial de gerar soluções, como sequestro de carbono no solo, recuperação de áreas produtivas degradadas e conservação de biomas.
Essa dualidade, assim como o impacto e a presença da atividade no dia a dia da população, faz com que os indicadores ESG no agro sejam observados com maior atenção por três públicos principais:


