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Para entender os impactos atuais da geopolítica sobre as negociações do agronegócio

29/01/2026

Disruptivo tem sido o termo utilizado para descrever o momento geopolítico atual. Não podia ser mais apropriado: o multilateralismo e suas instituições – como ONU, OMC e Otan – têm sido alvos de ataques que esfacelam princípios e políticas que regeram o relacionamento, o comércio e a ética entre as nações desde o fim da 2ª Guerra Mundial. Nesse cenário de incertezas, as superpotências econômicas mundiais disputam recursos, territórios e zonas de influência, semeando conflitos em diferentes partes do mundo. Gaza, Ucrânia e Taiwan são os exemplos mais notáveis, mas mesmo a América do Sul, pela primeira vez na história, foi arrastada para a arena com a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos. 

 

Todo esse contexto repercute no mundo dos negócios, dificultando transações bilaterais e obrigando as empresas a se adequarem a realidades cada dia mais voláteis, impactadas pelo estabelecimento de tarifas alfandegárias aleatórias ou de cotas rígidas de proteção de mercado. Dois exemplos recentes e de repercussão no agronegócio brasileiro foram a adoção de cotas de importação de grãos pela China, que inibe as possibilidades de ampliação das exportações de soja para o país asiático, e a ameaça norte-americana de penalizar tarifariamente os países que negociam com o Irã – o que pode levar o Brasil a perdas da ordem de US$ 3 bilhões de superávit nas transações com aquele país, com particular penalização do agronegócio. 

 

“Em um cenário como esse, as empresas precisam ter agilidade para se adequar a novos padrões comerciais e contar com negociadores capazes de identificar rapidamente as oportunidades que surgem e os riscos. Vivemos um momento de incerteza tanto para quem exporta quanto para quem depende de insumos importados, como fertilizantes, maquinários e certos medicamentos veterinários. Inovação, flexibilidade e estratégias bem articuladas são as chaves para se manter no mercado, mas para acioná-las é preciso compreender o momento geopolítico e suas implicações”, afirma Solange Kurpiel, coordenadora do Centro de Aprendizagem e Cultura Imaflora (Cacuí), que acaba de abrir inscrições para a segunda edição da formação Geopolítica para o Agro Sustentável, que acontecerá de 28 de março a 11 de julho de 2026.

 

Com carga horária de 32 horas, a formação será constituída por dez encontros online e um encontro híbrido – online e presencial. Neles, haverá debates diretos com especialistas setoriais e negociadores e serão exploradas dinâmicas do comércio de commodities e investimentos em infraestrutura logística e agroindústria, além de temas como oportunidades de cooperação tecnológica em cadeias produtivas e riscos regulatórios e de segurança alimentar. A organização é do Cacuí, em parceria com a Agroicone e o Centro de Estudos Avançados, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. 

 

Os facilitadores reúnem expoentes da pauta geopolítica brasileira e negociadores experientes do agronegócio, como o jornalista Jamil Chade, Juliana Lopes (Ammagi), Gustavo Wetmann (Itamaraty/SGPR), Aloysio Nunes (Apex Bruxelas), Ana Saggioro Garcia (UFRRJ), Paulo Pianez (MBRF), Marcos Antonio Matos (Cecafé), Sérgio Gusmão (Fama Re.capital) e Fernando Zelner (Embaixada Argentina/Itamaraty), Fabiana Alves (Adida Agrícola na África/Itamaraty), dentre outros.

 

O custo é R$ 4.900, parceláveis em até dez vezes e com possibilidade de bolsa parcial ou integral. As inscrições estão abertas e vão até 23 de fevereiro, com início das aulas no dia 28. Informações e inscrições em: imaflora.org/geoagro.

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