Desafios da certificação comunitária na Amazônia atingem a comunidade Kayapó da terra indígena do baú
21/07/2015
Localizada no extremo sul do Pará, no município de Altamira, a Terra Indígena do Baú (TI Baú), certificada desde outubro de 2006 pelo IMAFLORA, representava a maior floresta tropical certificada FSC® (Forest Stewardship Council®) do mundo com uma área de 1,5 milhão de hectares. A Comunidade Kayapó, com o apoio de diversos parceiros, conquistou a certificação florestal FSC para o manejo da castanha, após estruturar sua cadeia produtiva e adequar suas práticas de manejo e beneficiamento do óleo da castanha.
Em uma região marcada por conflitos fundiários, pressões de atividades ilegais de madeira e garimpo, a comunidade indígena do Baú buscou alternativas sustentáveis para o uso da floresta, valorizando seu principal produto, a castanha. No entanto, em março de 2014, após quase oito anos de certificação, a Comunidade Kayapó solicitou o cancelamento do certificado FSC.
O IMAFLORA pôde observar os desafios da gestão da certificação em uma área dessa magnitude, localizada em uma região tão complexa e ameaçada. E acompanhando os avanços e desafios da certificação comunitária em outras regiões da Amazônia, considera importante que a certificação florestal avance e leve em consideração as questões culturais e organizacionais das comunidades, aliadas a sensibilidade dos mercados para valorizar produtos tão diferenciados, que são os produtos (madeireiros ou não madeireiros) provenientes das comunidades que subsistem nas florestas tropicais.
Para conferir essa e outras matérias do nosso relatório anual 2014, acesse: http://www.imaflora.org/downloads/biblioteca/559d27c30b2a3_relatrio_2015_aprovado.pdf

Confira também
Regulamentação reabre discussão sobre conceito de trabalho escravo
30/06/2015
ONGs encaminham documento ao MMA pedindo a abertura de 17 bases de dados
17/04/2017

Do bezerro ao bife. Até onde chega a rastreabilidade da carne no Brasil?
17/06/2015

8º Radar Imaflora: Fazenda brasileira é primeira da América do Sul a se adaptar às mudanças climáticas, com reconhecimento da Rede de Agricultura Sustentável
23/01/2012