O método, pré-definido lá atrás, com monitoramento,
verificação, participação da sociedade civil e transparência nas informações,
foi fundamental para o sucesso da moratória da soja, assinada em 2006 e deu
origem ao Grupo de Trabalho da Soja (GTS), responsável pela governança do
compromisso.
A avaliação é do gerente de projetos do IMAFLORA,
Maurício Voivodic, que abordou o tema “Moratória da Soja como modelo para
cumprimento de compromissos internacionais”, no seminário que debateu os 10
anos do acordo, promovido pelo GTS, em São Paulo: “a experiência brasileira
influenciou alguns pactos internacionais, mas seria importante se
conseguíssemos inspirar também o como implementá-los”, diz.
Em 10 anos, o desmatamento no bioma Amazônia caiu de 14
mil km2 para menos de 6 mil km2 e a possibilidade de estender esse compromisso
ao cerrado, conforme anúncio do Ministério do Meio Ambiente, é bem recebida
pelos movimentos socioambientais, que querem urgência na pauta e ações
semelhantes em todos os biomas. “Por enquanto, a moratória da soja é um caso
único. É preciso avançar”, afirma Maurício.
Moratória da soja: método definiu o sucesso
21/10/2016
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