SP constrói bairro com madeira certificada
10/05/2013
Empresa que ergue 273 casas populares no interior do Estado exige madeira certificada de seus fornecedores.
O mercado de madeira certificada no Brasil ainda é pequeno, principalmente quando comparado à Europa, onde a cultura de se pagar mais para obter madeira produzida dentro de padrões socioambientais é mais forte. Entretanto, pouco a pouco, multiplicam-se por aqui as iniciativas no setor de construção civil que buscam valorizar a procedência dos materiais utilizados.
É o caso da cidade de São João da Boa Vista, interior do Estado de São Paulo, onde 273 casas populares estão em construção. Lá, os esforços contra a ilegalidade são pesados: toda madeira utilizada na construção deve apresentar um certificado de procedência fornecido pelo IBAMA.
Trata-se do Documento de Origem Florestal, que informa de onde a madeira saiu e qual trajeto percorreu até chegar ao canteiro de obra. Em seguida, uma amostra é colhida e enviada para um laboratório confirmar a espécie informada da árvore. Só aí a madeira é liberada para o uso. Cada um desses documentos é guardado em um arquivo na Prefeitura, possibilitando o rastreamento futuro.
Complementando a política pública, existe um selo verde fornecido pelo FSC® br.fsc.org (Conselho de Manejo Florestal). Trata-se de um atestado reconhecido internacionalmente que garante que a madeira cumpre um rol de exigências ambientais, sociais e econômicas, auditadas por uma consultoria independente.
Infelizmente, menos de 2% da madeira comercializada no Brasil possui esse selo, mas a multiplicação de iniciativas como a de São João de Boa Vista tende a estimular uma evolução nesse cenário.
Fonte: As Boas Novas (Com informações do programa Globo Ecologia) / FSC Brasil

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