Durante a COP 30 em Belém, foi realizada a mesa-redonda “Mitigação de Metano na Bovinocultura de Corte: das Políticas Públicas até o Campo”, com o objetivo de apresentar e debater as ações do projeto, e os benefícios climáticos e produtivos gerados.
O evento contou com representantes do Imaflora, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Climate and Clean Air Coalition (CCAC), Instituto Centro de Vida (ICV) e Rede ILPF, promovendo a troca de experiências sobre políticas públicas, práticas produtivas e estratégias de mitigação, especialmente de metano, na pecuária de corte.
O Brasil é um dos países signatários do Acordo Global de Metano, que estabelece a meta de redução conjunta de 30% das emissões de CH₄ até 2030, em relação aos níveis de 2020. Além disso, para atender as metas até 2035 da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira no âmbito do Acordo de Paris, o setor conta com o Plano ABC+ (Plano de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agricultura), que desde 2010, promove práticas de produção de baixas emissões de GEE. As ações do projeto buscam contribuir com essa agenda, visto que o setor agropecuário brasileiro é o maior responsável pelas emissões de metano, especialmente a pecuária, devido principalmente à fermentação entérica do rebanho bovino de corte.
A mesa-redonda destacou o potencial de mitigação do metano por meio de Terminação Intensiva (TI), do melhor fornecimento de alimento para desempenho animal, das Práticas de Recuperação de Pastagens Degradadas (PRPD) e dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). A importância de escalar e difundir essas práticas em diferentes sistemas produtivos brasileiros, conciliando produtividade e redução de emissões de gases de efeito estufa, foi enfatizada pelos participantes, em conjunto com os desafios que precisam ser superados como monitoramento e o acesso as práticas e tecnologias.

